Mateus 5.3 -- "O humilde de Espírito"
Reflexões no Sermão do Monte • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Mateus 5.3
Mateus 5.3
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Introdução
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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O que Nosso Senhor declara neste versículos, a primeira Beatitude, não trata de condição financeira ou depressiva, embora muitos acreditem nisso, ainda que não seja verdade. Alguns cristãos doaram [ou forçam que o façam] suas posses com base nesta bem-aventurança, contudo um homem pode nada possuir e, ainda, não ser humilde/pode de espírito.
De igual modo, a pobreza de espírito não é uma autoimagem negativa, na qual baixa estima, introversão e morbidez predominam. Novamente, um homem pode estar marcado com todas estas características e, contudo, nada entender sobre o que Jesus quis dizer.
No AT a expressão pobres beira a termo técnico, utilizado para designar um grupo específico de pessoas. Por exemplo:
No Sl 34.6 está escrito [leitura]. Ao mencionar este “aflito”; ele clama ao Senhor, o Senhor então o ouve e o salva. Já no Sl 40.17, o autor se descreve como “pobre e necessitado” e pede ao Senhor para que se lembre dele e o salve. Nestas passagens e outras semelhantes, existe a ênfase de que ser pobre é ser fraco, e ser necessitado é ser destituído e impossibilitado de proteger e salvar a si mesmo. Nesse sentido os pobres são os necessitados e os cativos que “buscam a Deus” como único refúgio e salvação (Sl 69.32-33).
Mas o que é pobreza de espírito? Ao falar sobre os “pobres de espírito”, Jesus salienta não estar se referindo aos que carecem de bens materiais.
Considere a seguinte observação: “A falta de posses terrenas até pode conduzir alguém à pobreza de espírito, mas ambos os pontos são distintos.” Sabe porque? A pobreza material pode vir a endurecer nosso orgulho.
Então… quem Jesus está descrevendo nestas palavras? Resposta: A pessoa que enxerga a própria escravidão espiritual, consistente da dívida por conta de seus pecados (Mt 6.12) e sabe que, em si mesma, está desamparada perante a presença de Deus. Tudo o que ela pode fazer é clamar por misericórdia e depender do Senhor.
Ninguém seria cristão sem este espírito, o qual repousa sobre cada discípulo de Cristo. É o mesmo espírito do filho pródigo, que, arrogante e autoconfiante por ter sua parte da herança, deixou seu pai, mas, quando completamente arruinado e falido, “caiu em si” (Lc 15.17). Em humildade de espírito, esvaziado de todo o seu orgulho, ele voltou à casa do pai, desta vez de mãos vazias e não mais cheio de si, visando somente aquilo que agradaria a seu pai conceder-lhe.
Como escreveu A. M. Toplady:
“Nada em minhas mãos trago,
Só a Cruz me agarro;
Nu, me achego a Ti por vestimenta;
Desamparado, olho a Ti por graça;
Imundo, à fonte eu corro;
Lava-me, Salvador, ou morro.”
Num mundo onde os grandiosos, os cheios de pompa, os orgulhosos são louvados, como ficam os pobres de espírito mencionados por Nosso Senhor? Os orgulhosos farão oposição a eles. Mas eles tem algo a temer? Eles são pobres de espírito, mas o Reino ao qual pertencem, e que pertence a eles, é incomparável. Nenhum império terreno, se compara ao Reino de Cristo, que pertence a eles.
Por isso, para adentrar neste império, devemos ser pobres de espírito. Devemos ser pequenos. É preciso que sejamos os menores. Esta é a marca de um pobre/humilde de espírito.
